Burial
Apareceu do nada, sem nome, sem cara.
Vinha apenas do sul de Londres.
Um primeiro album e singles promissores(to say the least)
Um segundo album genial.
Depois disso, mais de 10 anos passaram. Nunca mais outro album.
Uma só fotografia, o nome revelado. Uma segunda foto depois com Kode 9, para o ultimo mix cd do Fabric
Eps lançados a conta gotas, quase um acontecimento. Um por ano, as vezes dois, mas também alguns anos sem nada.
Mantém se o mistério.
'Untrue', 2008 é o meu album eletronico preferido deste século, uma obra genial, incontornavel e que criou uma legião e descendência incriveis.
O som de bateria único, inimitável.
Os samples usados, improvaveis. O tratamento dado as vozes, fantastico.
Os ruidos, clicks, sons de natureza, interludios no meio das músicas, tão ou mais importantes que o resto.
Mas Burial, depois disso, baralhou e voltou a dar. Tornou a sua música ainda mais inclassificável. Diversificou.
Só não perdeu a genialidade.
Os nomes das músicas. Importantes no contexto, criam o ambiente necessário à escuta, ajudam a compreender, a viajar.
Está de volta neste 2019 com 'Claustro/State Forest' na sua casa mais habitual e que o lançou, a excelente Hyperdub do seu amigo Kode 9 e de novo foi tratado como um acontecimento.
A primeira passagem na BBC radio 1, como habitualmente no programa de Mary Anne Hobbes, umas das grandes impulsionadoras e divulgadoras de Burial e dos sons ingleses desde o inicio do seculo logo partilhada pelos Twitters, as criticas a musica por todo o lado ainda antes da edição oficial.
Burial em grande forma, com dois temas totalmente dferentes entre si.
No fim de 'Claustro' outro daqueles finais, ao seu estilo.
Em 'State Forest' logo alguém apontou, usa um sample vocal já usado em 'Rodent'.
Ganhou o direito a fazer isto, a citar-se a ele próprio.
Porque não há outro William Emmanuel Bevan.

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